Crítica | What If...? (2° Temporada) - Muito aquém de seu verdadeiro potencial.

Divulgação | Disney+

TítuloWhat If...? (Título original)
Ano produção2022
Dirigido porAshley C. Bradley
Estreia
15 de fevereiro de 2024 (Brasil)
Duração 9 Episódios
Classificação18 - Não recomendado para menores de 18 anos
Gênero
Ação - Aventura - Ficção Científica 
País de Origem
Estados Unidos 
Sinopse

A antologia é conduzida pelo Uatu, o Vigia, um ser alienígena que integra um grupo de guardiões dos eventos do multiverso. Falando diretamente com o espectador, ele apresenta linhas temporais onde os heróis da Marvel vivenciam experiências bem diferentes dos seus arcos originais, tudo baseado em situações hipotéticas.

• Por Alisson Santos
• Avaliação - 6/10

Em teoria, What If...? poderia ser o Aranhaverso do Universo Cinematográfico Marvel, usando diferentes estilos de animação e apostando na criatividade. Em vez disso, a série tem um estilo de animação unificado e insiste na conectividade da história, com um enredo contínuo sobre os Guardiões do Multiverso. A certa altura da nova temporada, O Vigia, diz que raramente faz sequências porque há muitas histórias originais para contar. E então ele faz exatamente o que disse que não faria, continuando as aventuras da Capitã Carter em vários episódios. Por exemplo, o episódio de realidade alternativa ambientado em 1602, deveria ser mais interessante do que é, mas em vez de entrar nas diferentes origens de seus personagens, ele se concentra demais na entrada do Capitã Carter na linha do tempo e em sua insistência em consertá-la. Essa questão da conectividade, limita bastante o potencial criativo da série. Aliás, o Estranho Supremo retorna, é claro, e vou apenas dizer que seu desenvolvimento é jogado completamente no lixo no último episódio dessa temporada. 

Eu até gostei de alguns episódios da segunda temporada, mas eu simplesmente não consigo gostar da animação. Parece tão artificial para mim, é como se eles colocassem grande parte do orçamento nas cenas de luta, mas deixassem todo o resto para ser feito da forma mais simplista possível. Falta fluidez nos movimentos, a iluminação e o sombreamento que eles fizeram fazem com que as cores pareçam desbotadas. Na melhor das hipóteses, como no episódio de Hela, a animação engana os olhos e parece uma rotoscopia suave. Na pior das hipóteses, escurece todo o ambiente. Novamente, eles são todos desenhados no mesmo estilo e parecem principalmente bonecos do Fortnite que trocaram de acessórios.

Divulgação | Disney+

O episódio 6 é legitimamente interessante, pois não está diretamente ligado a nenhum filme do UCM; faz algo inesperado e novo. Há mais potencial na personagem do que no roteiro; ela poderia ser utilizada muito melhor em uma série ou HQ independente. No entanto, seu episódio solo é mais criativo do que muitos dos demais. Por fim, eu não acho What If...? horrível porque está longe disso, mas é extremamente limitado criativamente. Eu gostaria que alguns fãs do UCM dedicassem algum tempo e encontrassem as histórias em quadrinhos mais antigas de What If para realmente ver como esse conceito pode levar as coisas adiante. Acredito que o público optaria mais por esse formato, principalmente com o sucesso do Black Mirror na Netflix.

Comentários

  1. Achei o último episódio tão meh, tem alguns momentos ridículos.

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