Crítica | Furiosa: Uma Saga Mad Max - É outro épico de ação alucinante de George Miller.

Divulgação | Warner Bros. Pictures

TítuloFuriosa: A Mad Max Saga (Título original)
Ano produção2023
Dirigido porGeorge Miller
Estreia
23 de maio de 2024 (Brasil)
Duração 148 Minutos
Classificação16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero
Ação - Aventura
País de Origem
Estados Unidos
Sinopse

Quando o mundo entra em colapso, a jovem Furiosa é sequestrada do Green Place das Muitas Mães e cai nas mãos de uma grande horda de motoqueiros liderada pelo Senhor da Guerra Dementus. Vagando pelo deserto condenado, eles encontram a cidadela controlada por Immortan Joe. Enquanto os dois tiranos lutam pelo poder e controle, Furiosa terá que sobreviver a muitos desafios para encontrar o caminho de volta para casa.

• Por Alisson Santos
• Avaliação - 7/10

Furiosa: Uma Saga Mad Max é outro épico de ação alucinante de George Miller, que continua a fazer isso de uma maneira que ninguém mais tentaria, muito menos conseguiria. É um filme com um pouco de inchaço, mas os pontos altos aqui são muito altos. A sensação de ver algo feito pela primeira vez não existe, mas há uma alegria em vê-lo realizando novamente com desenvoltura. Eu adorei? Não. Gostei muito? Pode apostar.

Iniciando algumas décadas antes dos eventos de Mad Max: Estrada da Fúria, somos apresentados à jovem Furiosa (Alyla Browne). Uma criança que cresceu em um lugar vívido, um dia ela é capturada e acaba nas garras da cruel horda de motoqueiros, liderada pelo Senhor da Guerra Dementus (Chris Hemsworth). Sua mãe, Mary Jabasa (Charlee Fraser), tenta resgatá-la, mas é assassinada pela gangue peculiar, porém brutal. Obviamente, isso causa uma revolta na jovem Furiosa, e ela começa aquela jornada típica de vingança contra Dementus. Quando Dementus cresce o olho na Cidadela e no governo de Immortan Joe (Lachy Hulme), é aí que Furiosa tem a oportunidade de escapar, após fazer parte de um acordo.

Divulgação | Warner Bros. Pictures

Enquanto os dois tiranos lutam pelo controle da Cidadela, Furiosa apenas sobrevive, vivendo não apenas para voltar para casa, mas também para se vingar. Ao lado de Pretoriano Jack (Tom Burke), Furiosa encontra algum nível de esperança, embora nunca se esqueça da dor. Não é nenhum segredo onde essa história vai acabar, mas depois de assistir, a história subsequente de Furiosa (quando Charlize Theron assume) ganha muito mais em termos de camadas. 

Apesar de receber o maior destaque na campanha de marketing, Anya Taylor-Joy nem aparece na tela na primeira hora de filme. O arco inicial fica nos ombros da jovem Furiosa de Alyla Browne. O filme segue por capítulos, esses que não são contínuos narrativamente, pois não explicavam muito, mas mudavam os personagens e cenários, só que pareciam continuações quase imediatas dos capítulos anteriores. Dito isso, essa escolha criativa afetou minha imersão na plausibilidade da jornada da personagem e na imersão do universo.

Quando o filme realmente mergulha no começo da idade adulta de Furiosa, Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth são os destaques na minha visão, com a primeira exibindo maior intensidade, enquanto o segundo se destaca pela selvageria. Anya Taylor-Joy tem uma dureza aqui que evoca Charlize Theron, ao mesmo tempo que dá ao personagem seu próprio toque. Quanto a Chris Hemsworth, ele se torna extremamente selvagem, apostando tudo na estranheza de seu vilão. Ele está se divertindo muito aqui, isso é certo. Tom Burke tem muito pouco a fazer como uma espécie de Max, enquanto Lachy Hulme é eficaz o suficiente para substituir o falecido Hugh Keays-Byrne. Além de Charlee Fraser, o elenco de apoio inclui Spencer Connelly, Josh Helman, Nathan Jones, Goran D. Kleut, Angus Sampson e muito mais.

Divulgação | Warner Bros. Pictures 

O cineasta George Miller não mostra sinais de desaceleração aqui. Mais uma vez escrevendo o roteiro com Nick Lathouris, o mundo é construído de uma maneira muito interessante, embora a direção de Miller seja realmente a maior estrela. O roteiro preenche bem o mundo, embora também aumente o tempo de execução de uma maneira que eu enxergo como desnecessária. A fotografia de Simon Duggan, assim como a trilha sonora de Tom Holkenborg, não estão no mesmo nível de Mad Max: Estrada da Fúria, mas ainda são ótimas por si só. Há um obstáculo nos efeitos visuais, embora não sejam ruins, eles são perceptíveis. Mad Max: Estrada da Fúria apostou muito em efeitos práticos, Furiosa faz o uso demasiado de efeitos visuais, tornando a ação menos crível. Falando na ação, há um pouco de repetição aqui que ressoa em mim, mas, em geral, é um filme que busca respeitar a essência caótica da ação presente em Mad Max: Estrada da Fúria.

Dito isso, Furiosa: Uma Saga Mad Max consegue se manter independente e também expandir o clássico que o precedeu. Isso é incrivelmente difícil de conseguir, então George Miller merece muito crédito. Embora seja inferior em alguns aspectos, principalmente técnicos, creio que qualquer um que tenha ficado impressionado com Mad Max: Estrada da Fúria provavelmente ficará igualmente apaixonado por Furiosa.

Furiosa: Uma Saga Mad Max estreia em 23 de maio nos cinemas nacionais.

Comentários

  1. Alberto Vinolas17 maio, 2024 10:46

    Con ganas de ver

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  2. Vou ver pela Anya.

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  3. Fernando Silva17 maio, 2024 11:52

    Alisson, você precisa ir para Cannes. Seria muito prazeroso ler suas análises dos filmes na corrida do festival.

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