Crítica | Godzilla e Kong: O Novo Império - A direção de Adam Wingard é como uma criança brincando com seus bonecos no quintal. Às vezes, o filme mostra o ridículo, mas essa é a parte divertida.

Divulgação | Warner Bros. Pictures 

TítuloGodzilla X Kong: The New Empire (Título original)
Ano produção2022
Dirigido porAdam Wingard
Estreia
28 de março de 2024 (Brasil)
Duração 115 Minutos
Classificação12 - Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero
Ação - Aventura 
País de Origem
Estados Unidos 
Sinopse

A épica batalha continua! O Monsterverse dá continuidade ao confronto explosivo de "Godzilla vs. Kong" com uma nova e emocionante aventura que coloca o poderoso Kong e o temível Godzilla contra uma ameaça colossal e desconhecida, oculta dentro do nosso mundo, desafiando a própria existência deles.

• Por Alisson Santos
• Avaliação - 7/10

Godzilla e Kong: O Novo Império me fez sentir um garotinho novamente, sentado no sofá, segurando uma tigela de cereal, com meus desenhos favoritos passando na TV. O roteiro ganhará um Oscar? De jeito nenhum. O diretor Adam Wingard se diverte ao encenar o enorme caos dos Titãs? Com certeza. Godzilla Minus One satisfez meus desejos por narrativas socialmente introspectivas e ricamente comentadas que produzem mais do que destruição e caos. Godzilla e Kong: O Novo Império é quase exclusivamente sobre tudo o que o filme Godzilla vencedor do Oscar da Toho não é. 

Os roteiristas Terry Rossio, Jeremy Slater e Simon Barrett criam um cenário onde Kong e Godzilla devem se unir para proteger a humanidade de adversários antes desconhecidos da Terra Oca. Não é nada complexo, mas por que se preocupar? Meu amigo, se você planeja pagar para ver isso aqui, só abrace a fantasia. Estamos falando de um filme onde o Kong precisa de um dentista e isso gera a gloriosa introdução de Dan Stevens como um veterinário com aparência de Ace Ventura. Isso nem é uma piada. Felizmente, o drama humano é reduzido ao mínimo, mas obviamente os humanos ainda são importantes, porque o filme precisa deles para explicar a pouca conectividade do enredo que existe. Os personagens movem a história enquanto explicam as coisas novas que somos apresentados em diálogos expositivos. As tiradas cômicas do personagem de Brian Tyree Henry ainda são funcionais, mas o destaque humano é Kaylee Hottle, agora adolescente, que traz compaixão e presença forte para a tela. A conexão de Jia com Kong ainda é o cerne da história. 

Divulgação | Warner Bros. Pictures

Mas não é só de destruição que é feito de Godzilla e Kong: O Novo Império. Kong nunca foi tão humano! No início, acompanhamos Kong em situações engraçadas ou de solidão, quase parecidas com um sitcom. Longos trechos do filme são apenas Kong caçando na Terra Oca ou compartilhando momentos de comédia com Suko (um “Mini-Kong” indisciplinado e agressivo). A atenção do diretor à personalidade de Kong, as suas expressões faciais enquanto ele se relaciona com Suko ou a química de dupla compartilhada com Godzilla, nos aproxima do monstro mais do que nunca. Kong e Suko poderiam carregar um filme inteiro sozinhos, a compaixão é fácil para os personagens Titãs que não conseguem falar, mas são surpreendentemente emotivos por meio de olhares, sorrisos e movimentos corporais. A maneira como Adam Wingard vê seus Titãs é saudável e convidativa, não os reduzindo a criaturas violentas.

O que existe em termos de batalhas de kaiju é tudo o que poderíamos querer de Godzilla e Kong: O Novo Império. Sem estragar muito, é como um Planeta dos Macacos ampliado, influenciado pelo wrestling profissional. O desrespeito saudável de Adam Wingard pelos marcos mundiais está bem documentado quando Godzilla e Kong derrubam pirâmides ou destroem o Rio de Janeiro, já que as únicas esperanças da Terra precisam lidar com extrema brutalidade com seus "invasores". É tudo um absurdo, mas a quantidade apropriada de absurdo. Godzilla e Kong: O Novo Império tem tudo em termos de um épico kaiju: símios malucos, animais de estimação com hálito fresco, kaijus novos que só aparecem para morrer, Kong usando o Mini-Kong como arma (Meu Deus do céu, como eu ri nessa cena) e rivalidades acirradas.

Divulgação | Warner Bros. Pictures

A Terra Oca oferece um panorama deslumbrante em pequenas doses, mas os visuais renderizados digitalmente, embora exoticamente atraentes, começam a entorpecer nossos sentidos. Há tanta animação em CGI, que a composição da fotografia fica confusa. É aqui que a comparação com os desenhos animados de sábado de manhã dói um pouco, porque, embora os efeitos visuais nunca se aproximem da palavra “terrível”, o pano de fundo da Terra Oca é muito repetitivo.

Godzilla e Kong: O Novo Império cumpre o que se propõe a alcançar. A direção de Adam Wingard é como uma criança brincando com seus bonecos no quintal. Às vezes, o filme mostra o ridículo, mas essa é a parte divertida, como um retorno às origens dos clássicos japoneses, Son of Godzilla (1967) e O Despertar dos Monstros (1968).

Godzilla e Kong: O Novo Império já está disponível nos cinemas nacionais.

Comentários

  1. Adoro ler suas críticas, porque você sempre consegue captar a proposta do filme.

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  2. Eu ri demais da parte que o Kong pega o Mini Kong pelas pernas kkkkk

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  3. Ótima análise, como sempre.

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  4. Me diverti demais. Recomendo!

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  5. É isso, abraçar a loucura.

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  6. Que crítica excelente!

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  7. Fabiano Farias29 março, 2024 20:15

    Eu concordo!

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  8. Elijah Johnson29 março, 2024 23:35

    I just saw the film and I have to admit I was a bit disappointed I will give it a 4 out of 10 once again they made King Kong the protagonist (I love Kong and Godzilla) I wasn't a big fan of the humans, Scar King was a terrible villain with almost no time in the film and the final fight was too quick and confusing

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  9. Eu amei esse filme.

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